Projeto de Aquaponia desenvolvido pela Ninui é destaque no Boletim da FAPERJ

Dezembro 29th, 2011

Projeto desenvolve aquaponia em Paraty

Danielle Kiffer

Foto/Divulgação

Aquaponia: tanque de 80 mil litros abriga quatro mil tilápias; 20 mil
litros de água que seriam descartadas irrigam verduras hidropônicas

O processo de reciclagem, além de necessário para poupar o meio ambiente após a explosão populacional planetária e o aumento da pressão sobre a demanda por recursos naturais, também pode ser fonte de lucro. Em Paraty, na região Sul Fluminense, o casal Karina Rehavia e Roberto Andrade, da empresa Ninui, desenvolveu um sistema de cultivo de alimentos integrado à criação de peixes, denominado aquaponia. O sistema permite que eles aproveitem a água utilizada no tanque onde criam tilápias para o cultivo de alface e rúcula, sem desperdício.“Aproveitamos, diariamente, 20 mil litros de água do tanque, que normalmente seriam descartadas, para o uso na hidroponia. A água, devido aos ciclos químicos dos peixes, já vem enriquecida naturalmente, perfeita para o cultivo de verduras hidropônicas, com cálcio, potássio, ferro, amônia, calcário”, afirma Roberto de Andrade. O projeto teve apoio da FAPERJ por meio do edital Modelos de Inovação Tecnológica Social e contou com a assessoria técnica de Cristiane Zanella, engenheira de aquaponia formada pela Universidade federal de Santa Catarina (UFSC).

O empreendimento ocupa um terreno de 3.900 metros quadrados, com nascente natural, no bairro de São Roque, a cerca de 20 quilômetros do centro de Paraty. Ali, Roberto, Karina, Cristiane e o aquicultor Ubiratan Galarça, parceiro do projeto, prepararam a área para a instalação do tanque dos peixes e três estufas de hortaliças – duas com alfaces e uma com rúculas –, onde são produzidos cerca de 4.200 pés de verduras por mês. “A água que vem do tanque dos peixes é completa do ponto de vista nutricional. Apenas no verão é necessário adicionar um pouco mais de ferro à água, mas nada além disso”, diz o empreendedor. O tanque dos peixes, de 80 mil litros, abriga atualmente cerca de quatro mil tilápias da variedade Supreme. “Escolhemos essa espécie pois, além de ser uma carne com grande aceitação comercial, é um peixe em que nada se desperdiça, desde a pele até as vísceras”, conta Roberto.

Os empreendedores estão se organizando para, após a limpeza dos peixes, fazer a doação do couro (pele) das tilápias para artesãs  da comunidade do Salgueiro, no município de São Gonçalo, vizinho à Niterói. Este grupo de mulheres recebe apoio do Instituto Genesis, da PUC-RJ, Incubadora Social parceira da Ninui em um projeto de capacitação digital com estas artesãs. “Com esse material, as artesãs poderão fazer uma gama variada de produtos, desde bijuterias até bolsas”, conta Roberto. Com a carne, os empreendedores preparam o filé e, com as vísceras, vão produzir, a partir de janeiro, bolinhos, salsichas e linguiças de peixe. Da carcaça da tilápia, que é moída, são feitas rações para peixes e adubo para a agricultura.

O tanque dos peixes é dividido por redes, em seis partes diferentes, chamadas tanques-rede. Os peixes são inicialmente separados por sexo, por causa da relação predatória e cada uma das divisões contém peixes em estágios diferentes de tamanho e peso, o que permite ciclos permanentes de produção. “É um processo muito trabalhoso. Temos que monitorar o tanque praticamente o dia inteiro, pois é fundamental que a temperatura da água esteja ideal para que os peixes sobrevivam e procriem de forma adequada”, explica o empreendedor.

Uma das metas de Karina Rehavia e Roberto Andrade agora é transmitir as técnicas empregadas no cultivo desse peixe de água doce à comunidade local, e, ao mesmo tempo, expandir seu bem-sucedido modelo de negócio. Para tanto, eles estão fechando um convênio com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio de Janeiro (Emater-Rio) e com a Prefeitura de Paraty, a fim de ensinar aos moradores as técnicas da piscicultura e da aquaponia. “Queremos que eles valorizem suas terras, repletas de fontes naturais e com um mercado consumidor amplo. Isso, certamente, evitaria o êxodo e a desemprego nas cidades maiores”, analisa o empreendedor. “Queremos motivar os moradores da região com terras próprias a desenvolver seus próprios pólos de produção”.

O casal de empreendedores está neste momento organizando ações junto a escolas da região para que os jovens também tenham a chance de conhecer este modo de produção, que rende lucros e respeita a natureza. “As crianças quando vêm aqui ficam muito empolgadas e relutam em ir embora. Isso é importante, pois mostramos a essas crianças que, além da importância do respeito com o meio ambiente, é possível que elas cresçam e desenvolvam uma atividade profissional nas terras em que foram criadas. É um novo futuro que mostramos”, finaliza Roberto.

A Ninui, empresa responsável pelo desenvolvimento do Aquaponia, desenvolve na região um outro projeto, também beneficiado pela FAPERJ, denominado Projeto Caico – Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais Caiçaras, Indígenas, Caipiras e Quilombolas. Mais informações no blog do projeto: www.ninui.com/blog

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

Projeto Caico capacita digitalmente mais uma turma de artesãos tradicionais!

Dezembro 14th, 2011

Após 8 semanas de muito esforço e uma enorme vontade de aprender, mais um grupo de artesãos tradicionais da região sul fluminense fechou o ciclo de oficinas do Projeto Caico. Desta vez são artesãos de diversas comunidades de Paraty (Praia do Sono, Trindade, Ponta Negra e Quilombo do Campinho) que agora estão prontos para usar a internet como forma alternativa para vender seus produtos, gerando novas fontes de renda para si e para suas famílias.

Esta última turma beneficiada pelo Projeto Caico em 2011 foi organizada pela Associação Cairuçu, parceira da Ninui na execução do projeto e uma das entidades mais atuantes com projetos sociais e culturais na região.

O Projeto Caico volta em março com novas turmas da região, mas antes disso você ainda vai receber informações completas dos resultados alcançados perlo Caico em 2011. E em breve nós divulgaremos os endereços de todas as lojas online abertas pelos artesãos capacitados peelo Caico.

Acompanhe por aqui!

Projeto CAICO: turma da Associação Cairuçu aprende a fotografar e prepara a abertura das lojas online!!

Novembro 16th, 2011

Seguem de vento em popa as oficinas do Projeto CAICO com a terceira turma de artesãos tradicionais da região sul-fluminense, formada por moradores de várias comunidades da cidade de Paraty e  organizada pela Associação Cairuçu, uma das entidades mais atuantes da região.

Valéria Monteiro, Coordenadora de Projetos da Cairuçu, relata que, apesar de serem de comunidades bem diferentes e distantes, os artesãos desta turma estão super envolvidos com a idéia de aprender a usar a internet para vender seus produtos para o Brasil e para o mundo. “Eles tem uma motivação forte, que é a idéia do aprendizado, do conhecimento, todos sabem que isso pode significar aumento de trabalho e de renda para eles e suas famílias”, complementa Valéria.

A turma da Associação Cairuçu já recebeu a oficina de Fotografia e prepara-se agora para a montagem inicial das lojas individuais. Todos compreenderam a importância de saber fazer boas fotos como ferramenta de marketing e de venda para seus produtos.

E o resultado começou a aparecer! Vejam só essa pequena mostra do primeiro exercício de fotos com a turma da Cairuçu!

Nas próximas semanas a turma organizada pela Associação Cairuçu vai intensificar o aprendizado de como usar a internet para vender seus produtos, a partir da abertura das suas próprias lojas e através de informações sobre vídeo, marketing, atendimento online, comunicação pela internet e operações bancárias.

O coordenador-geral do projeto, jornalista Roberto Andrade, informa quais serão os próximos passos do Projeto CAICO na região: “vamos terminar este ciclo com a turma da Cairuçu fechando um total de 30 artesãos capacitados digitalmente para utilizar a internet em suas vidas e seus negócios. Depois vamos fazer uma pausa nos meses de janeiro e fevereiro, pois a maioria dos artesãos tem intensa atividade comercial neste período de verão. Em março, voltamos com novas turmas dentro da programação normal”.

A notícia boa para todos os artesãos participantes do projeto é que a Ninui vai disponibilizar um Laboratório de Internet e Comércio Eletrônico em seu escritório na cidade de Paraty, que terá o uso totalmente gratuito para os participantes do Projeto CAICO.

Karina Rehavia, diretora da Ninui, explica a decisão: “percebemos que a maioria dos artesãos, após o término do ciclo de oficinas, não tem onde praticar o que aprendeu. Ou porque moram em lugares sem conexão com a internet ou porque não dispõem de recursos financeiros para comprar um computador ou pagar o acesso à internet em lanhouses. Decidimos então oferecer a eles um ambiente na cidade de Paraty onde poderão acessar suas lojas online, atender seus clientes e concretizar suas vendas pela internet, sem nenhum custo. Creio que será um recurso importante para que sigam aprendendo cada vez mais e melhor a operar computadores e utilizar a internet..”

Dona Dilma, moradora do Quilombo do Campinho e Karina Rehavia, diretora da Ninui, durante oficina na Associação Cairuçu.

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Terceira turma do Projeto CAICO inicia atividades na Associação Cairuçu

Outubro 25th, 2011

A terceira turma do Projeto Caico - Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais - desenvolvido pela Ninui na região sul-fluminense, deu inicio a suas atividades de capacitação!

Após as artesãs das comunidades caiçaras dos bairros de Ilha das Cobras e Mangueira, em Paraty-RJ, abrirem suas lojas virtuais (clique aqui para conhecê-las), e os indígenas da Aldeia Itaxi, em Paraty Mirim, terem concluído o ciclo de oficinas que resulta no lançamento nacional de suas lojas virtuais, agendada para o dia 31 de outubro, agora é a vez do Projeto Caico capacitar integrantes da Associação Cairuçu.

“A Associação Cairuçu integra um Área de Preservação Ambiental (APA) e atua como agente criador e articulador de iniciativas para o desenvolvimento social e conservação ambiental da região. É uma entidade que faz um trabalho muito importante para as comunidades locais que integram a APA”, explica o jornalista Roberto Andrade, Coordenador Geral do Projeto CAICO.

A diversidade cultural entre as comunidades será um dos destaques desta turma. São caiçaras, quilombolas e indígenas que vão participar do ciclo de oficinas que resultará na criação de suas próprias lojas virtuais. Todos os participantes são artesãos e querem aprender a vender seus produtos pela internet.

Segundo Thalita Maiani, integrante da equipe do Projeto Caico, esta nova turma tem em média 35 anos e mora tanto nas áreas costeiras – como Praia do Sono e Ponta Negra, como na área rural. “Nesta nova etapa do Projeto Caico teremos o desafio de lidar com uma turma mista, que integra diferentes comunidades, todos vinculados ao trabalho realizado na região pela Associação Cairuçu.

Para contribuir com este novo desafio, Karina Rehavia, Diretora da Ninui, afirma que houve uma avaliação geral dos

resultados das turmas anteriores, assim como os processos metodológicos. “Com a contribuição de especialistas do setor público, do setor privado e do terceiro setor – que formam o Comitê de Avaliação do Projeto Caico - produzimos um balanço das ações até agora, aperfeiçoamos alguns aspectos das oficinas, e mantivemos a idéia de cada vez mais qualificar os conteúdos e ações do projeto, de forma transparente e aberta à comunidade.”

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Indígenas de Paraty Mirim estão prontos para vender seu artesanato pela internet

Outubro 25th, 2011

A turma dos indígenas da Aldeia Itaxi, em Paraty Mirim (RJ), que integra a segunda etapa do Projeto Caico - Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais - lança no dia 31 de outubro suas lojas virtuais!

Publicaremos ainda está semana aqui no blog o link para as novas lojas dos artesãos da Aldeia Itaxi. Você poderá acompanhar também este grande evento nas páginas oficiais do Projeto Caico no Facebook e no Orkut .

Enquanto isso, que tal conhecer um pouco mais sobre está turma do Projeto Caico?

Aproveite e conheça as lojas virtuais das artesãs das comunidades caiçaras dos bairros de Ilha das Cobras e Mangueira, em Paraty-RJ. E fique de olho na terceira turma do Projeto Caico.

O Projeto CAICO está capacitando artesãos da região sul-fluminense para abrirem suas próprias lojas online evenderem seus produtos pela internet. Conheça e acompanhe as notícias em nosso blog e nossas redes:

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Projeto CAICO: Indígenas da Aldeia Itaxim já tem loja própria na internet!

Outubro 7th, 2011

A turma dos indígenas da Aldeia Itaxi, em Paraty Mirim (RJ), que integra a segunda etapa do Projeto Caico - Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais - segue surpreendendo pela forma efetiva que participam de todas as atividades.

O ciclo de oficinas do projeto conta com 8 etapas que abordam temas como, introdução à internet, comércio eletrônico , texto, fotografia, vídeo e preparação e criação das lojas virtuais. Estas oficinas tiveram sua metodologia adaptada para esta segunda turma do Projeto Caico, formada pelos indígenas de Paraty Mirim (clique aqui para conhecer mais sobre este grupo). “Adaptamos com o auxilio de especialistas as nossas oficinas, respeitando a peculiaridade do grupo, em especial, a multiplicidade de línguas e a noção temporal distinta da nossa. Devido a isso fomos integrados à lógica cultural da Aldeia o que está gerando resultados surpreendentes”, avalia o diretor da Ninui, Roberto Andrade.

Em especial duas decisões do grupo de indígenas que integram as oficinas do Projeto Caico chamaram a atenção: a de criar lojas virtuais coletivas e a de usar nomes indígenas nas lojas e nos produtos, sempre ligados às raízes da história da Aldeia Itaxim.

Outro aspecto que está influenciando positivamente nas oficinas é a integração entre adolescentes e adultos que compõe o projeto. “O grupo conta com adultos e também com adolescentes, estes representando a produção de artesanato de suas mães e avós. Esta mistura de idades compõe um mosaico muito interessante na perspectiva de como a Aldeia Itaxim espera utilizar a tecnologia para gerar trabalho e renda”, ressalta a diretora da Ninui e responsável pela execução do projeto, Karina Rehavia. .

Com este espírito de utilização da tecnologia pelos diversos ambientes de conhecimento e cultura, convidamos todos a seguir acompanhando as informações sobre Projeto CAICO aqui pelo nosso blog!

A primeira turma, as artesãs tradicionais já completou o ciclo e abriu as primeiras lojas virtuais, conheça aqui:

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Ninui é destaque em matéria do jornal O Estado de São Paulo

Outubro 2nd, 2011

‎Uma reportagem especial no Estadão deste domingo cita a Ninui como exemplo brasileiro de empreendedorismo social. A diretora da empresa, Karina Rehavia, está na capa do suplemento feminino!! Parabéns a toda a equipe!

Segunda turma do Projeto Caico é formada por Indígenas da Aldeia Guarany de Paraty Mirim

Setembro 30th, 2011

O Projeto Caico - Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais - desenvolvido pela Ninui na região sul-fluminense, iniciou as oficinas de capacitação de sua segunda turma!

Após as artesãs das comunidades caiçaras dos bairros de Ilha das Cobras e Mangueira, em Paraty-RJ, abrirem duas lojas virtuais (clique aqui para conhecê-las), agora os indígenas da Aldeia Itaxi, em Paraty Mirim, participam das oficinas que resultará na criação de lojas virtuais voltadas à comercialização de artesanato pela internet, em uma ação focada nos conceitos da economia solidária.

“Na região Sul Fluminense do Rio de Janeiro existem 4 comunidades  indígenas guaranis, a Aldeia Itaxi, em ParatyMirim, Karai Oka – Aldeia Araponga, Aldeia do Rio Pequeno e Aldeia Bracuí, no bairro de Bracuí em angra dos Reis. Por enquanto o projeto Caico capacitará os indígenas da aldeia de Paraty Mirim (Aldeia Itaxi), a segunda maior tribo da região”, informa uma das coordenadoras do projeto Caico, Thalita Maiani.

As oficinas estão sendo realizadas na escola da Aldeia e contam com 13 participantes. “Esta turma é um grande desafio para o Projeto Caico, isso porque os participantes são trilíngue! Isso é, os indígenas falam guarani entre eles, português conosco e agora também passaram a utilizar a linguagem da web. Isto só está sendo possível graças ao apoio da Funai, do cacique da Aldeia Itaxi, o Miguel, e o grande interesse de todos os participantes”, avalia  o diretor da Ninui, Roberto Andrade.

Andrade nos conta que logo na primeira oficina o sinal de acesso a internet, via 3G, não funcionava na escola e que os indígenas sugeriram que todos fossem até o ponto mais alta da aldeia, ver se lá pegava a internet. “Logo na primeira oficina o trabalho foi bem instigante, porém cheio de percalços e dificuldades, como estava previsto. Porém, ao chegarmos ao ponto mais alto da Aldeia, os participantes ajudaram a montar os computadores em uma bancada improvisada, o que contribui para que um clima de união, coletividade e respeito fosse conquistado já no primeiro encontro. Conseguimos acesso à internet e a oficina aconteceu em um clima excelente, apesar de todas as dificuldades técnicas”.

Já na segunda oficina, o grande desafio era o exercício de descrever a futura loja virtual. “Foi fantástico, os indígenas já estavam querendo saber quando iam abrir as lojas virtuais e começamos com o exercício de descrever como seria cada loja. Eles se viram como protagonistas e rapidamente associaram a nova linguagem que estão aprendendo (a da web) com a importância que a comunidade traz em sua raiz, contando um pouco da sua história através do artesanato”, informa a  diretora da Ninui e responsável pela execução do projeto, Karina Rehavia.

Para dar cores a essa transmissão de história - que agora também acontecerá na rede mundial de computadores - durante a oficina de fotografia os indígenas fizeram exercícios práticos buscando as melhores condições de luz, e retrataram a produção de seus artesanatos, trabalho que em breve estará disponível em suas próprias lojas virtuais!

“Eles esperam colocar logo sua produção na internet, querem mostrar seus trabalhos e se comunicar com o mundo. As peças que produzem são, entre outras, colares de sementes, brincos, com penas, cestarias, arco e flecha e objetos em madeira esculpida, que retratam a história desta Aldeia indígena”, informa Karina Rehavia.

O Projeto CAICO está capacitando artesãos da região sul-fluminense para abrirem suas próprias lojas online e venderem seus produtos pela internet. A primeira turma já completou o ciclo e abriu as primeiras lojas virtuais.

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Projeto Caico: primeira turma de artesãs já está online !

Agosto 24th, 2011

A primeira turma de artesãs tradicionais de Paraty, no Rio de Janeiro, beneficiadas pelo Projeto Caico, concluiu as 8 oficinas do programa de capacitação e abriu suas lojas online, onde começam agora a praticar a venda dos seus produtos pela internet .

Após dois meses participando ativamente das oficinas -realizadas na Secretaria Municipal de Promoção Social da Prefeitura de Paraty- as artesãs já sabem como navegar, pesquisar e se comunicar usando a internet. Na última sexta-feira, todas as artesãs abriram suas lojas virtuais e aprenderam a usar as ferramentas disponíveis na plataforma da Ninui para concretizar suas vendas online.

Técnicas de fotografia, texto, vídeo, atendimento e marketing foram conhecimentos estimulados dentro do programa de conteúdos do Projeto Caico. Na última semana de atividades com a primeira turma de artesãs os conteúdos foram direcionados a demonstrar a importância das redes sociais na internet. As artesãs das comunidades da Mangueira e Ilha das Cobras não deixaram por menos e rapidamente abriram seus perfis e canais nas principais redes sociais.

Ariel Alexandre, do portal Videolog - parceiros do projeto Caico - foi a Paraty para coordenar a última oficina técnica de vídeo ao primeiro grupo de artesãs beneficiadas pelo projeto. Nesta oficina, o empresário apresentou várias dicas de como usar bem os recursos de vídeo no comércio eletrônico. Na parte prática da oficina, as artesãs gravaram imagens dos seus próprios produtos e aprenderam como transferir estes arquivos para o computador e publicar nas lojas.

Sabemos a importância do conteúdo multimídia na internet, por esta razão incentivamos que as artesãstenham contato direto com as ferramentas básicas e gratuitas de edição de texto, foto e vídeo”, avalia Roberto Andrade, diretor da Ninui. Para ele é muito importante que as artesãs aprendam a manipular textos e imagens na internet como forma de valorizar os produtos das suas lojas.

Então que tal conhecermos as lojas virtuais desta primeira turma capacitada pelo Projeto Caico?

No final desta primeira fase do Projeto Caico, as onze artesãs beneficiadas receberam o certificado deconclusão das mãos de Karina Rehavia, diretora da Ninui, “Foi muito emocionante acompanhar a evolução e a troca de conhecimento com este primeiro grupo. Tenho certeza que muitas delas estão realizando o sonho de ter sua própria loja. Estas artesãs compreenderam que uma loja virtual pode ser tão ou mais importante que uma loja física, e que a internet as coloca em contato com o mundo todo e não apenas com espaço geográfico de uma loja de rua”.

A diretora da Ninui, responsável pela execução do projeto, informou que a próxima turma de artesãos tradicionais a serem capacitados pelo Projeto Caico serão os indígenas de Paraty Mirim. “Este projeto tem a marca da diversidade. Agora a nossa metodologia pedagógica será outra, pois os indígenas de Paraty Mirim têm particularidades culturais e sociais muito específicas. Para todos, será um grande desafio!”

Curtiu? Então saiba como foi e o que aconteceu nas oficinas do Projeto Caico

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Artesãs de Paraty beneficiadas pelo Projeto CAICO criam suas lojas virtuais

Agosto 1st, 2011

Conquistar espaço para divulgar o seu próprio trabalho é um dos sonhos de todo empreendedor brasileiro. Esta conquista transformou-se em realidade para as primeiras artesãs capacitadas pelo Projeto Caico - Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais - desenvolvido pela Ninui na região sul-fluminense.

As artesãs das comunidades caiçaras dos bairros de Ilha das Cobras e Mangueira, em Paraty-RJ, abriram pela primeira vez lojas virtuais na internet! No total são 4 novas lojas online que, em breve, estarão oferecendo para o mundo todo peças exclusivas do típico artesanato tradicional da região.

As lojas virtuais foram abertas pelas artesãs dos grupos “Trama Feminina”, “Cantinho da Costura”, “Meninas Prendadas” e “Rosilda Biscuit”. “Entramos na reta final desta primeira fase de capacitação do Projeto Caico. Em breve as primeiras artesãs capacitadas pelo projeto já estarão divulgado os seus produtos na web”, anunciou a diretora da Ninui, Karina Rehavia.

A empresária, responsável pela execução do projeto em parceria com a FAPERJ, ressaltou que neste momento as artesãs estão aplicando o que aprenderam também para fazer a escolha dos produtos que serão oferecidos nas lojas. “Antes de abrir as lojas, as artesãs foram capacitadas para navegar e pesquisar na internet, abrir e-mails, fotografar e descrever seus produtos, e ainda receberam as primeiras orientações de como são feitos pagamentos pela internet”, informou Karina.

Para abrir suas lojas, as artesãs aprenderam como lidar com a imagem na internet, a importância dos textos para os seus produtos, além de conhecerem outras artesãs que usam a web para divulgar seus trabalhos.

A Secretaria Municipal de Promoção Social da Prefeitura de Paraty - parceira da Ninui neste projeto – foi a responsável pela seleção das artesãs que participam desta primeira fase de capacitação. E passa, agora, a desempenhar um papel ainda mais importante dentro do escopo das atividades complementares do projeto Caico.  A instituição vai oferecer para as artesãs o uso de um laboratório de informática existente na própria sede da Secretaria. “Esta parceria é estratégica, as artesãs necessitavam de um local para dar continuidade ao aprendizado do projeto Caico, onde também pudessem fazer a manutenção das suas lojas virtuais. Foi uma excelente ação da Secretaria de Promoção Social, que vai só vai ajudar as artesãs”, avalia Karina Rehavia.

Para esta semana o Projeto Caico preparou três novas oficinas! Fique de olho em nosso blog e nos perfis do Projeto CAICO nas redes sociais, acompanhe tudo!

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Projeto Caico promove artesãs em rede

Julho 20th, 2011

As artesãs das comunidades tradicionais dos bairros Ilha das Cobras e Mangueira, na cidade de Paraty-RJ, já estão familiarizadas com a internet, conhecem a importância de seus trabalhos artesanais e agora também estão em rede!

Após uma série de oficinas do Projeto CAICO – Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais - desenvolvido pela Ninui para integrantes das comunidades tradicionais de Paraty/RJ, as artesãs das primeiras comunidades a serem capacitadas passaram a compreender a internet e os conceitos de sociedade em rede no mundo virtual.

Na última sexta-feira, dia 15 de julho, as artesãs do Projeto CAICO participaram de uma oficina motivacional com Danny Barros. Danny é a síntese de uma pessoa em rede. Mãe de 3 filhos, empreendedora, parceira da Ninui e blogueira, dedica a sua vida ao artesanato e desde 2007 mantém o seu portal “Borbolet’s”, hoje um dos sites de produtos artesanais mais ativos do país.

Vivemos conectados em rede em todos os momentos do nosso cotidiano e as artesãs compreenderam isso quando Danny Barros praticou uma dinâmica para o grupo onde cada artesã se “conectou” a outra usando um barbante.

“A descontração e a compreensão foram emocionantes” - comentou a diretora da Ninui Karina Rehavia, “Danny conseguiu de forma simples e eficiente demonstrar que pessoas sempre estão ligadas a outras pessoas, e que isso acontece também no mundo virtual”.

A idéia de “viver em rede” de fato é muito importante para as artesãs, isso porque nas próximas oficinas do Projeto CAICO elas estarão montando suas próprias lojas na internet, e terão a responsabilidade de fazer contatos virtuais com o publico.

“Muitas artesãs sonham em vender seu próprio artesanato, sem depender de intermediários. Por isso, abrir uma loja virtual será uma oportunidade muito importante na vida delas”, afirma Karina.

Danny comemorou em seu blog (link) a experiência de ajudar a capacitar as artesãs de comunidades tradicionais de Paraty, “estou muito animada, super feliz por esta oportunidade de poder compartilhar ao vivo o pouco que eu sei e pratico em meu negócio. Com certeza aprenderei muito com todas elas… só temos a crescer como um todo, partilhando informações e sonhos”, escreveu Danny Barros.

O Projeto CAICO vai capacitar 80 artesãs da região sul-fluminense para abrirem suas próprias lojas online e venderem seus produtos pela internet. E para contribuir com o processo pedagógico da capacitação, estamos registrando as oficinas em nosso blog e nossas redes, por isso acompanhe!

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Projeto CAICO é destaque no blog Empreendedor Social da Folha de SP

Julho 15th, 2011

Projeto Caico – Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais -  desenvolvido pela Ninui para integrantes das comunidades tradicionais de Paraty/RJ, é destaque no blog Empreendedor Social da Folha de SP.

Além de  destacar o projeto Caico, o blog também traz uma entrevista imperdível com Karina Rehavia, sócia - diretora da Ninui. Para ler, clique aqui!

Artesãs de Paraty participam de oficina de fotografia no Projeto CAICO

Julho 14th, 2011

Nesta quinta-feira, dia 14/07, as artesãs das comunidades tradicionais dos bairros Ilha das Cobras e Mangueira, na cidade de Paraty-RJ, participaram de mais uma oficina do Projeto CAICO, que vai capacitar 80 artesãs da região sul-fluminense para abrirem suas próprias lojas online e venderem seus produtos pela internet.

Esta terceira oficina do Projeto CAICO foi realizada na sede da Secretaria Municipal de Promoção Social da Prefeitura de Paraty, parceira da Ninui neste projeto e responsável pela seleção das artesãs que participam desta primeira fase de capacitação.

O tema da oficina desta quinta-feira foi FOTOGRAFIA. As primeiras dicas foram dadas pelo fotógrafo Giancarlo Mecarelli, um dos mais respeitados profissionais da área e organizador do Paraty Em Foco, evento que mobiliza a cidade de Paraty uma vez por ano.

Mecarelli fez uma palestra para as artesãs falando sobre seus trabalhos pessoais e aproveitou para relatar suas experiências como fotógrafo de modelos vivos e de objetos, enfatizando o lado artístico da fotografia.

Após a palestra todas as artesãs foram convidadas pelos coordenadores do projeto a “por a mão na massa”. Em poucos minutos já haviam aprendido como ativar e manipular as máquinas fotográficas digitais e partiram com entusiamo para a primeira sessão de fotos dos seus próprios produtos.

Enquanto fotografavam, as artesãs praticavam técnicas básicas de enquadramento, iluminação e composição de imagens, que serão muito úteis na montagem e organização das suas lojas virtuais.

Após a sessão de fotos todas as artesãs voltaram aos laptops, copiaram as fotos feitas e avaliaram em conjunto com os coordenadores do projeto os lados positivos e negativos de cada uma das imagens.

O Projeto CAICO segue neste sexta-feira com seu programa de palestras e oficinas, quando as artesãs dos bairros da Ilha das Cobras e da Mangueira recebem a visita de Danny Barros, uma artesã que destacou-se no novo mercado brasileiro de negócios pela internet. Ela vai coordenar uma oficina muito bacana, sobre atendimento e divulgação das lojas na internet, visual dos produtos, embalagens, comunicação por email, blogs, redes sociais e muito mais!

Projeto Caico: o que vem por aí!

Julho 11th, 2011

O Projeto Caico – Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais -  desenvolvido pela Ninui para integrantes das comunidades tradicionais de Paraty/RJ, entra agora em uma nova etapa.

Após as primeiras oficinas realizadas junto às artesãs das comunidades caiçaras de Ilha das Cobras e Mangueira - onde houve uma familiarização com a internet e com o comércio eletrônico - agora o projeto começa as atividades de capacitação para a criação dos primeiros conteúdos das futuras lojas virtuais.

Nos dias 14 e 15 de junho, as 10 artesãs dos bairros da Mangueira e Ilha das Cobras que abriram o projeto vão participar das oficinas de Fotografia, com Giancarlo Mecarelli, e de  Marketing Motivacional, com a artesã Danny Barros.

“Mecarelli é um importante fotógrafo e produtor cultural residente em Paraty e Danny Barros é uma artesã empreendedora, blogueira, super bem sucedida na internet. Estas oficinas vão estimular as artesãs a compreenderem e praticarem as formas de cuidar da imagem dos seus produtos na internet”, afirma Karina Rehavia, diretora da Ninui.

As artesãs que atualmente participam do projeto já estão organizadas através dos grupos “Trama Feminina” e “Cantinho da Costura”, incubados pela Secretaria de Promoção Social de Paraty. No final do ciclo de capacitação de 8 oficinas do projeto Caico todas estarão capacitadas para abrir lojas virtuais próprias e oferecer suas produções artesanais também pela internet.

Achou interessante? Então, confira o que já aconteceu no projeto Caico!

- Projeto Caico, promovendo o reconhecimento no mundo virtual

- Artesãs das comunidades de Ilha das Cobras e Mangueira, em Paraty-RJ, formam a primeira turma do Projeto CAICO

- Projeto Caico é lançado em Paraty

- Projeto Caico: o artesanato a um clique

As oficinas do projeto Caico, que acontecem semanalmente, estão sendo registradas e divulgadas em nosso blog e em nossos perfis e canais nas redes sociais, portanto acompanhe!

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Projeto Caico, promovendo o reconhecimento no mundo virtual

Julho 3rd, 2011

Reconhecimento é a palavra que pode resumir a segunda oficina do Projeto Caico – Capacitação Digital para Inclusão Comercial de Comunidades Tradicionais, desenvolvido pela Ninui na região sul fluminense.

Nesta segunda etapa de atividades do Projeto Caico as artesãs das comunidades caiçaras dos bairros de Ilha das Cobras e Mangueira, em Paraty-RJ, participaram de uma Oficina de Textos, com foco na descrição e comunicação de suas futuras lojas virtuais. As 10 artesãs destas comunidades tiveram a oportunidade, também, de criar suas primeiras ferramentas virtuais de trabalho: o e-mail.

Karina Rehavia, diretora da Ninui, explica os critérios de organização das atividades: “a metodologia desenvolvida para capacitar as comunidades beneficiadas pelo projeto prevê a participação e o desenvolvimento de oficinas a partir de conteúdos pesquisados para as necessidades prática de cada artesã”.

A diretora da Ninui destaca ainda a importância da construção de processos de aproximação das artesãs com a internet, como a inclusão de emails pessoais em uma lista de contatos. “Quando estamos em um local com várias pessoas é muito comum a existência de uma lista de emails para você deixar o seu contato. Fizemos isso com as artesãs tendo em vista que apenas duas das dez participantes tinham emails próprios.

O passo inicial, realizado na primeira oficina, foi explicar às artesãs o que é a internet e quais são os recursos mais importantes que esta plataforma nos oferece. Na segunda oficina veio a orientação de como produzir emails, com a criação e escolha dos usernames e senhas de acesso. Este processo resgatou o reconhecimento das artesãs, estimulando debates, risos e brincadeiras, revelando a origem do “nascimento” de cada artesã na internet.

Após a criação de um email próprio para cada artesã, a oficina de textos ensinou o passo a passo sobre como se comunicar pela internet, respeitando as culturas próprias destas comunidades.

Para Thalita Maiani, coordenadora da Oficina de Textos, a criação dos emails foi tremendamente simbólica. “No começo ninguém tinha email e algumas sequer faziam idéia do que isto significava. Após a oficina todas usavam com surpreendente facilidade seus emails individuais e comemoravam a conquistra com frases motivadoras, como por exemplo: “pronto, agora a gente existe na internet”.

A artesã Rosilda inclusive compartilhou durante a oficina a felicidade de poder se comunicar por email com sua filha, que mora no Rio de Janeiro: “agora posso mandar um e-mail para a minha filha e contar as novidades”, relatou Rosilda.

Ainda durante a oficina, as artesãs criaram a descrição das suas futuras lojas virtuais. “Como estas artesãs já estão incubadas pela Secretaria de Promoção Social de Paraty, através dos grupos “Trama Feminina” e “Cantinho da Costura”, a idéia é que cada grupo tenha a sua loja e as artesãs que queiram ter lojas virtuais próprias também possam criá-las”, informou Karina Rehavia, diretora da Ninui.

As oficinas do projeto Caico, que acontecem semanalmente, estão sendo registradas e divulgadas em nosso blog e em nossos perfis e canais nas redes sociais, portanto acompanhe!

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